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Mais gelo na lua

 

A sonda Chandrayaan-1, da Índia, detectou grandes depósitos de gelo no polo norte da Lua. A confirmação foi feita por um grupo de pesquisadores a partir de dados enviados por um radar da Nasa, a agência espacial norte-americana, que está a bordo da sonda.

Foram identificadas mais de 40 crateras – com entre 2 e 15 quilômetros de diâmetro – que contêm água congelada. "Embora o total de gelo dependa da espessura de cada cratera, estimamos que o total seja de pelo menos 600 bilhões de quilos", destacou a Nasa em anúncio feito nesta segunda-feira (1º/3).

A descoberta confirma dados obtidos pela missão Lunar Prospector e pela missão Lcross, que no ano passado identificou, por meio de uma análise de impacto, gelo no pólo sul do satélite terrestre.

O radar Mini-SAR tem ajudado os cientistas a investigar regiões permanentemente escuras nos dois pólos da Lua. Há tempos se estimava que essas áreas extremamente frias poderiam conter em grandes quantidades materiais voláteis, como água na forma de gelo.

A sonda Chandrayaan-1 foi lançada em outubro de 2008 e tem como objetivo obter dados para a produção de um atlas tridimensional da Lua e conduzir um mapeamento da distribuição de minerais e de elementos químicos na superfícies do satélite.

Numerosas crateras nos pólos da Lua têm seu interior permanentemente fora do alcance da luz solar. São áreas muito frias e o gelo ali está, em essência, indefinidamente estável.

A quantidade estimada de gelo nas crateras no pólo norte é comparável com o total identificado na missão Lunar Prospector, na faixa das centenas de milhões de toneladas métricas.

Mas, de acordo com a NASA, a Lua pode ter muito mais água congelada, uma vez que os espectrômetros a bordo tanto da Chandrayaan-1 como da Lunar Prospector são capazes de fazer medições em profundidades menos de 1 metro.

"A imagem resultante dos dados obtidos nas missões lunares indicam que a criação, a migração, o depósito e a retenção de água continuam ocorrendo na Lua. As novas descobertas mostram que a Lua é um destino muito mais interessante e atraente dos pontos de vista científico, de exploração e operacional do que se imaginava anteriormente", disse Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário, em Houston, principal pesquisador do experimento Mini-SAR.

Os resultados serão publicados na revista Geophysical Research Letters.

(Fonte: Agência FAPESP)

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