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Planetas com dois sóis são comuns na Via Láctea

 

Astrônomos, ao mesmo tempo que descobriram que existem mais planetas que estrelas na Via Láctea, também verificaram que um tipo incomum de sistema planetário não é assim tão raro como se supunha.

Em Setembro de 2011, o telescópio espacial Kepler, lançado para descobrir planetas parecidos com a terra e até luas habitáveis descobriu um planeta orbitando duas estrelas, como o planeta Tatooine, da saga Guerra nas Estrelas.

Agora, usando o mesmo telescópio, uma equipe de pesquisadores liderada por William Welsh, da Universidade de San Diego - Estados Unidos, descobriu dois novos planetas circumbinários - que orbitam duas estrelas.

Segundo esses astrônomos, isto mostra que planetas com dois sóis devem ser comuns, com muitos milhões existentes em nossa galáxia.

Planetas com dois sóis

Os dois novos planetas, chamados Kepler-34b e Kepler-35b, são ambos planetas gasosos do tamanho do Planeta Saturno.

O Kepler-34b orbita suas duas estrelas, semelhantes ao Sol, a cada 289 dias, e as próprias estrelas giram uma em torno da outra a cada 28 dias.

O Kepler 35b-gira em torno de um par de estrelas menores (80 e 89% da massa do Sol) a cada 131 dias, e suas estrelas orbitam uma à outra a cada 21 dias.

Ambos os sistemas estão na constelação do Cisne, com o Kepler-34 localizado a 4.900 anos-luz da Terra, e o Kepler-35 a uma distância de 5.400 anos-luz.

Vida com dois sóis

Planetas circumbinários têm dois sóis e, devido ao movimento orbital das estrelas, a quantidade de energia que o planeta recebe varia muito.

Este fluxo variável de energia deve gerar climas descontroladamente diferentes.

"Seria como percorrer todas as quatro estações muitas vezes por ano, com enormes variações de temperatura," explicou Welsh. "Os efeitos dessas oscilações climáticas sobre a dinâmica atmosférica e, finalmente, sobre a evolução da vida em planetas circumbinários habitáveis é um tema fascinante que estamos apenas começando a explorar."

Tal como o Kepler-16b, o primeiro planeta com dois sóis a ser descoberto, estes novos planetas também eclipsam suas estrelas hospedeiras em relação à Terra, que é como o telescópio Kepler conseguiu encontrá-los.

Não tão caótico

Quando apenas o Kepler-16b era conhecido, permaneceram muitas questões sobre a natureza dos planetas circumbinários - a mais importante delas sendo justamente se ele seria uma anomalia.

Com a descoberta desses dois novos mundos estranhos, os astrônomos agora podem responder a muitas dessas perguntas, já que agora eles sabem que estão começando a estudar uma classe inteiramente nova de planetas.

"Acreditava-se que o ambiente em torno de um par de estrelas seria demasiado caótico para um planeta circumbinário se formar, mas agora que confirmamos três deles sabemos que é possível, se não provável, que haja pelo menos milhões [de planetas circumbinários] na galáxia," avalia Welsh.

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