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Lixo espacial soma mais de 19 mil objetos na órbita da Terra

 

No dia 11 de fevereiro de 2009 dois satélites colidiram em pleno espaço, criando uma grande nuvem de lixo espacial que colocou em risco diversos satélites em órbita mais baixa. Na tentativa de minimizar esses riscos, todos os objetos maiores que 10 centímetros são rastreados, mas a quantidade de lixo espacial é cada vez maior.

O último "censo" sobre o lixo que se acumula no espaço mostrou que dos cerca de 19 mil objetos maiores que 10 centímetros que estão em órbita, a maior parte gira próximo à Terra, representando riscos significativos na colocação de novos satélites em órbita, que precisam ser posicionados a cada dia, com maior precisão.

Gráficos: No topo, lixo espacial próximo às órbitas mais baixas da Terra.

As imagens mostradas foram feitas pela Rede de Vigilância Espacial, USSSN, órgão do governo americano responsável pelo rastreio de objetos feitos pelo Homem e colocados na órbita terrestre. O gráfico acima representa todos os objetos que estão na órbita terrestre mais baixa, como vistos em julho de 2009. Abaixo, o gráfico retrata todos os itens em órbita, próximos ou longe da Terra, também vistos em julho de 2009.

Cinturão de Clarke

A órbita dos satélites geoestacionários, chamada Cinturão de Clarke, é claramente vista no segundo gráfico. Essa região se localiza a 36 mil quilômetros acima do equador e é a única que permite que um satélite orbite a Terra na mesma velocidade de rotação do planeta, permitindo que o satélite permaneça parado em relação à superfície. Devido a essa característica, essa órbita é altamente utilizada por satélites meteorológicos e de comunicação. Quando um satélite geoestacionário deixa de operar, ele é retirado de sua posição e movido para outra órbita, mantendo o cinturão limpo.

fragmentos em diversas altitudes. O anel externo é a zona dos satélites geoestacionários, conhecida como Cinturão de Clarke.

Entre o Cinturão de Clarke e a órbita baixa operam os satélites usados pelo GPS ou os de órbita altamente elíptica como a Molniya, usados pela Rússia, China ou países de latitude elevada para suprir as necessidades de comunicação ou previsão do tempo não cobertas pelos satélites geoestacionários.

Apesar dos pontos negros que circundam a Terra obscurecerem a superfície no segundo gráfico, a situação não é tão terrível como pode parecer. Os pontos não estão em escala e o espaço entre eles não é tão reduzido.

Colisões Raras

Mesmo com tantos objetos no espaço, as colisões entre satélites ainda são raras e as órbitas dos artefatos são bem conhecidas. Quando os caminhos dos objetos podem se cruzar, as autoridades que controlam os satélites podem agir de modo a impedir o choque, como ocorreu três vezes em maio de 2009. Na ocasião, satélites de sensoriamento remoto precisaram ser desviados para impedir que se chocassem contra os restos de um foguete espacial.

Atualmente, a maior preocupação dos controladores está em monitorar os restos da colisão de fevereiro de 2009, quando um satélite de comunicação Iridium se chocou contra um satélite russo da série Cosmos. Os fragmentos se espalharam em diversas altitudes e devido ao arrasto atmosférico se encontram agora dentro da órbita dos satélites de sensoriamento remoto.

Gráficos: No topo, lixo espacial próximo às órbitas mais baixas da Terra. Na sequência, fragmentos em diversas altitudes. O anel externo é a zona dos satélites geoestacionários, conhecida como Cinturão de Clarke. Crédito: NASA Orbital Debris Program Office.

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