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NASA completa 35 anos da missão Viking de exploração marciana

 

Exatamente no dia 20 de agosto de 1975, os poderosos motores do foguete Titan III entraram mais um vez em ignição. Não era um lançamento qualquer e no topo do engenho a pequena Viking 1 entraria para a história. Há exatos 35 anos começava oficialmente a exploração direta do Planeta Vermelho.

Dez meses depois do lançamento, em 19 de junho de 1976, a nave Viking 1 chegou ao seu destino e no dia 20 de julho do mesmo ano se separou do corpo do orbitador e aterrissou na superfície marciana, na região conhecida como Planície Chryse. Em 9 de setembro de 1975 foi a vez da nave gêmea Viking 2 ser lançada. A sonda tocou o solo de Marte um ano depois, em 3 de setembro de 1976, na região dei Planície Utopia.

Primeira foto da superfície de Marte feita pela sonda Viking

"Nossa equipe não conhecia muito bem a atmosfera marciana e não tínhamos quase nenhuma ideia do tipo de terreno que as naves encontrariam. Mesmo assim tivemos a ousadia tentar pousar com suavidade", lembrou Gentry Lee, diretor de Exploração do Sistema Solar e engenheiro do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL. Na ocasião, Lee era o diretor de planejamento e diretor científico da missão Viking.

"Estávamos assustados e alegres ao mesmo tempo. Quando a nave pousou em segurança não conseguimos conter a emoção e explodimos em aplausos e lágrimas. Nunca vou esquecer disso", recorda o pesquisador.

 Carl sagan pousa ao lado de uma réplica da Viking

No entender de Doug McCuiston, atual diretor do Programa de Exploração de Marte, da NASA, "a missão Viking é uma espécie de gigante lendário. Uma missão tão incrível que até hoje todas às explorações planetárias são comparadas à ela".

Sucesso absoluto

Concebida para operar por 90 dias, a missão Viking continuou a coleta de dados por mais de seis anos, registrando 4.500 imagens da superfície marciana. Os orbitadores fizeram mais de 50 mil imagens e mapearam 97% de toda a superfície do planeta.

As Vikings também fizeram as primeiras medições da atmosfera marciana e o volume de dados foi tão grande que os registros são analisados até hoje. Foram os dados da Viking que permitiram aos cientistas concluírem que no passado, Marte era muito diferente da atualidade.

A entrada e o pouso em Marte foram tão perfeitos que seus sistemas de proteção térmica e amortecimento tem sido usado em todas as missões dos exploradores robóticos americanos, incluindo a Mars Pathfinder e os jipes Spirit e Opportunity.

A Viking 2 continuou a transmitir fotos e outros dados até abril de 1980 e em novembro de 1982 foi a vez da Viking 1 deixar de operar, após seis anos e meio de exploração marciana.

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