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Astrônomos amadores descobrem planeta em Sistema com quatro sóis

 

Astrônomos amadores do projeto de ciência participativa Planet Hunters (caçadores de planetas) descobriram um novo planeta em um sistema que não tem apenas uma estrela como o da Terra, mas um total de quatro. Com base em dados públicos do observatório espacial Kepler, da NASA, os voluntários ajudaram uma equipe de pesquisadores liderada por cientistas da Universidade de Yale a verificar que o planeta, um gigante gasoso pouco maior que o Planeta Netuno batizado PH1, orbita o sistema estelar binário KIC 4862625 a cada 137 dias. Distante 144 bilhões de quilômetros do KIC 4862625 (cerca de mil vezes a distância da Terra ao Sol), entretanto, outra dupla de estrelas orbita o sistema, dando ao PH1 seus quatro sóis.

"Esta descoberta é um marco para a equipe do Planet Hunters, seu primeiro achado de um planeta extrassolar com dados do observatório espacial Kepler, e também tem um fator excitante por ser em um planeta com quatro estrelas", comentou a cientista Natalie Batalha, da missão Kepler no Centro de Pesquisas Ames, da NASA. "Porém o mais importante de tudo, comemoro esta descoberta como fruto exemplar da cooperação humana, cooperação esta entre cientistas e cidadãos que doam seu tempo por amor às estrelas, ao conhecimento e à exploração espacial", completou.

A cerca de cinco mil anos-luz de distância do nosso Sistema Solar, o planeta PH1 não é o primeiro planeta extrassolar confirmado que orbita um sistema binário, mas é o único caso conhecido até hoje em que as estrelas do centro do sistema também estão ligadas gravitacionalmente a outra dupla estelar. Essa descoberta também desafia as teorias aceitas sobre formação planetária, já que um sistema com quatro estrelas deve ser ainda mais instável que um binário simples para permitir a existência de um objeto planetário.

"É fascinante tentar imaginar como seria visitar um planeta com quatro sóis no céu, mas este novo mundo confunde os astrônomos: não está claro como ele se formou em um tão conturbado ambiente", disse Chris Lintott, cientista da Universidade Oxford, no Reino Unido, ao jornal britânico "The Independent".

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