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Sonda indiana detecta sinais de água na superfície da Lua

 

Depois de terem perdido contato com a sonda Chandrayaan-1 no início deste mês, cientistas indianos e norte-americanos anunciaram esta semana que o instrumento Mapeador de Mineralogia Lunar, ou M3, detectou tênues sinais de moléculas de água nas regiões polares da Lua, além de elevadas concentrações de hidroxila no solo lunar.

Apesar das concentrações detectadas de H20 serem pequenas, a quantidade é bem maior que a esperada pelos pesquisadores, o que despertou novos questionamentos sobre sua a origem e possíveis efeitos sobre a mineralogia da Lua. A hidroxila, HO, é uma molécula composta de um átomo de oxigênio e apenas um átomo de hidrogênio.

Imagens captadas pela sonda Chandrayaan-1 de uma cratera muito recente. À imagem da esquerda é vista dentro do espectro infravermelho e à direita a distribuição de água é mostrada ao redor da pequena cratera

A descoberta foi feita através da luz refletida pela superfície da Lua nos comprimentos de onda do infravermelho, que foram captados pelo instrumento M3 a bordo da sonda e transformados em sinais digitais que foram enviados à Terra. Quando os dados foram analisados pelos pesquisadores, constatou-se que os comprimentos de onda absorvidos eram compatíveis com a absorção causada por moléculas de água e hidroxila.

A descoberta das moléculas confirma observações feitas anteriormente pelo instrumento VIMS (Visual and Infrared Mapping Spectrometer) a bordo da sonda Cassini e também pelo espectrômetro infravermelho a bordo da sonda Epoxi, da Nasa. O trabalho é assinado pelo cientista Carle Pieters, principal investigador dos dados do instrumento M3 junto à Universidade de Brown e está sendo publicado esta semana pela Revista Science.

Baixas quantidades

É importante informar que a sonda não descobriu oceanos ou rios caudalosos na superfície da Lua e sim assinaturas moleculares de água e hidroxila, que interagem com moléculas de rocha e poeira nas camadas superficiais da Lua.

Segundo Pieters, a quantidade de água é extremamente pequena, mas para alguns cientistas ela poderia ser a chave para a solução de inúmeros problemas. Independente da quantidade, as moléculas podem ser quebradas e então separar o hidrogênio do oxigênio, obtendo assim combustíveis para foguetes. O problema é a viabilidade da operação.

No próximo dia 9 de outubro a sonda Lcross deverá se chocar contra a cratera Cabeus A no pólo sul da Lua e levantará uma grande quantidade de material congelado há mais de 6 mil metros de altitude. O objetivo é a detecção de possíveis moléculas de água armazenadas nas profundezas da Lua e que poderão abastecer as futuras colônias da Lua, além de produzir combustíveis para foguetes baseados em nosso satélite natural.

Foto: Imagens captadas pela sonda Chandrayaan-1 de uma cratera muito recente. À imagem da esquerda é vista dentro do espectro infravermelho e à direita a distribuição de água é mostrada ao redor da pequena cratera. Tanto a água como o material rico em hidroxila foram detectados no material ejetado da cratera. Crédito:ISRO/NASA/JPL-Caltech/USGS/Brown Univ.

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