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Descoberta a mais distante galáxia do Universo conhecido

 

Os astrônomos levaram o Telescópio Espacial Hubble aos seus limites e descobriram o que é provavelmente o objeto mais distante já visto no Universo. A luz do objeto viajou cerca de 13,2 mil milhões de anos para alcançar o poderoso olho do Hubble, aproximadamente mais 150 milhões de anos do que o anterior detentor deste recorde. A idade do Universo é de aproximadamente 13,7 mil milhões de anos.

O pequeno e tênue objeto é uma galáxia compacta de estrelas azuis que existiu 480 milhões de anos após o Big Bang. Seriam precisas mais de 100 destas mini-galáxias para perfazer a nossa Via Láctea. A nova pesquisa oferece evidências surpreendentes acerca da velocidade de formação estelar no Universo primordial, evidências estas que apontam para um crescimento drástico, aumentando por um fator de 10 desde os 480 milhões de anos até aos 650 milhões de anos (após o Big Bang])

"A NASA continua a alcançar novos patamares, e esta última descoberta do Hubble vai aprofundar o nosso conhecimento do Universo e beneficiar as gerações futuras," afirma Charles Bolden, administrador da NASA, que foi o piloto do vaivém espacial que colocou o Hubble em órbita. "Apenas podíamos sonhar, quando lançamos o Hubble há mais de 20 anos, que teria a capacidade de fazer estes tipos de incríveis descobertas e reescrever os livros escolares."

HUBBLE DESCOBRE A MAIS DISTANTE GALÁXIA DO UNIVERSO CONHECIDO

Estudar estas galáxias primordiais é extremamente difícil. Embora originalmente brilhante, a sua luz já está muito tênue quando chega à Terra. [Imagem: NASA, ESA, G. Illingworth/HUDF09 Team]

 

Os astrônomos não sabem com exatidão quando é que as primeiras estrelas apareceram no Universo, mas cada passo mais longe da Terra leva-os para mais perto dos primeiros anos do Universo, quando as estrelas e as galáxias começaram a emergir como consequência do Big Bang.

"Estas observações fornecem-nos as melhores informações, até hoje, de objetos primitivos que ainda estão por descobrir," afirma Rychard Bouwens da Universidade de Leiden na Holanda. Bouwens e Illingworth anunciam a descoberta na edição de 27 de Janeiro de 2011 da revista científica Nature.

Esta observação foi feita com o instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3), apenas poucos meses depois de ter sido instalado no telescópio em Maio de 2009, durante a última missão de serviço da NASA ao Hubble. Após mais de um ano de análises e observações detalhas, o objeto foi identificado positivamente nos dados do UDF-I (Ultra Deep Field-Infrared) da câmera do Hubble, obtidos no final dos Verões de 2009 e 2010.

O objeto aparece como um tênue ponto de luz estelar nas exposições do Hubble. É demasiado jovem e demasiado pequeno para ter a conhecida forma espiral característica das galáxias no Universo local. Embora as suas estrelas individuais não consigam ser resolvidas pelo Hubble, as evidências sugerem que é uma galáxia compacta composta por estrelas quentes formadas 100-a-200 milhões de anos atrás a partir de gás preso numa bolsa de matéria escura.

"Estamos a observar uma era de grandes mudanças," afirma Garth Illingworth da Universidade da Califórnia em Santa Cruz. "A rápida velocidade a que a formação estelar se altera nos diz que se conseguirmos avançar ainda mais no tempo iremos ver ainda mais mudanças dramáticas, perto da formação das primeiras galáxias."

A proto-galáxia é apenas visível nos comprimentos de onda infravermelhos mais longínquos observáveis pelo Hubble. As observações de alturas mais antigas, quando da formação das primeiras estrelas e galáxias, vão requerer o sucessor do Hubble, o Telescópio Espacial James Webb.

A hipótese hierárquica do crescimento galáctico -- de aglomerados estelares até majestosas espirais e elípticas -- só se tornou evidente graças às exposições de campo profundo do Hubble. Os primeiros 500 milhões de anos de existência do Hubble, de um z de 1000 para 10, é o capítulo que falta no crescimento hierárquico das galáxias. Não é claro como o Universo montou estruturas a partir da "bola de fogo" escura e a arrefecer do Big Bang. Tal como um embrião em desenvolvimento, os astrônomos sabem que deve ter havido um período de mudanças drásticas, que configurou as condições iniciais do Universo de galáxias de hoje.

"Após 20 anos, o Hubble continua a deslumbrar e a surpreender os astrônomos," afirma Jon Morse, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA na sede da agência em Washington, EUA. "Oferece agora um olhar tantalizante do limite do Universo conhecido -- uma fronteira que a NASA espera explorar."

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