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Cientistas registram gigantesca pluma de gás em estrela de Orion

 

Sem dúvida alguma, a constelação de Orion é uma das mais belas do firmamento e junto ao Cruzeiro do Sul é uma das primeiras que aprendemos a reconhecer desde pequenos. Além das "Três-Marias", Orion também abriga a conhecida Betelgeuse, uma supergigante vermelha que a cada dia se torna mais fascinante e perigosa.

Betelgeuse não é uma estrela qualquer. Além de ser uma das mais brilhantes do céu noturno, Betelgeuse é também uma das maiores estrelas conhecidas, superando em mil vezes o tamanho do nosso Sol. Seu brilho é tão intenso que seriam necessários mais de 100 mil sóis para igualar sua luminosidade.

No entanto, toda essa grandiosidade tem um preço e Betelgeuse está próxima de seu fim. A estrela consome violentamente sua massa e quando seu combustível se esgotar explodirá em uma supernova tão intensa que poderá ser vista da Terra até mesmo durante o dia.

Cientistas registram gigantesca pluma de gás em estrela de Orion

Novas Descobertas

Nesta semana, cientistas europeus ligados à Organização Astronômica Europeia para o Hemisfério Sul, ESO, revelaram mais uma faceta dessa supergigante e descobriram que a perda constante de massa estelar criou uma gigantesca pluma de gás do tamanho do Sistema Solar. Além disso também descobriram uma gigantesca bolha que parece flutuar sobre a superfície da estrela.

A descoberta da trilha de gás foi feita através do instrumento NACO de ótica adaptiva, que combinado a outras técnicas instrumentais permitiu aos cientistas obterem a mais nítida imagem de Betelgeuse até hoje feita. A nitidez atinge o limite teórico para um telescópio de 8 metros de diâmetro que é de 37 miliarcossegundos, equivalente a enxergar uma bola de tênis a 400 quilômetros de distância.

Constelação de Orion 

As observações, feitas com o telescópio VLT nos andes chilenos, revelaram que o gás da atmosfera de Betelgeuse se move vigorosamente para cima e para baixo e que a bolha formada é tão grandes quanto a estrela. As primeiras observações indicam que a ejeção da gigantesca pluma é consequência direta desses movimentos em larga escala.

Observando Betelgeuse

Para ver a supergigante vermelha basta localizar a constelação de Orion e se orientar pela carta celeste mostrada acima. Nesta época do ano (Julho/agosto) a constelação nasce aproximadamente às 03h30 da madrugada e fica visível até os primeiros raios de Sol. Durante os meses de fevereiro e março Orion pode ser vista no céu durante quase toda a noite a partir das 19 horas.

Artes: No topo, concepção artística mostra a supergigantes Betelgeuse, com sua gigantesca pluma de gás. A escala lateral serve para dar a dimensão do seu tamanho. Acima, carta celeste mostra a constelação de Orion, às 04h50 da madrugada de 29 de julho de 2009. Créditos: Apolo11.com/ESO.

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