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Cometa C/2012 S1 ISON

 
Cometa C/2012 S1 ISON
Descoberta
Descoberto por Vitaly Nevsky,
Artyom Novichonok
Data 21 de setembro de 2012
Outros nomes
Informações orbitais
Excentricidade (e) 1.0 (presumida)
Semi-eixo maior (a)
Periélio (q) 0.012 UA
Afélio (Q) não aplicável
Período orbital (P) 1,2 milhões de anos
Inclinação (i) 62°
Último periélio desconhecido
Próximo periélio 28 de novembro de 2013

O Cometa C/2012 S1 (ISON) é um cometa rasante descoberto em 21 de setembro de 2012 por Vitali Nevski de Vitebsk, Bielorrússia e Artyom Novichonok de Kondopoga, Rússia. A descoberta foi realizada utilizando um telescópio refletor de 400 mm de abertura do observatório da ISON nos arredores da cidade russa de Kislovodsk. Foram rapidamente obtidas imagens para precovery do Mount Lemmon Survey do dia 28 de dezembro de 2011 e do Pan-STARRS do dia 28 de janeiro de 2012. Observações posteriores foram realizadas no dia 22 de setembro por uma equipe do observatório Remanzacco da Itália usando a rede de telescópios iTelescope. A descoberta foi anunciada pelo Minor Planet Center no dia 24 de setembro.

Quando foi fotografado pelo observatório Remanazacco, na Itália, em 22 de setembro de 2012, C/2012 S1 ISON estava a cerca de 6.547 AU, ou seja, 975 milhões de quilômetros da Terra. Na ocasião, os registros mostravam que a coma do cometa ocupava cerca de 5 segundos de arco na abóbada celeste, o equivalente a 23 mil km de diâmetro. No entanto, com a aproximação e consequente ação do Sol, esta coma deverá crescer muitas vezes e se tornar cada vez mais brilhante.

De acordo com alguns modelos de magnitude, o brilho de C/2012 S1 ISON poderá atingir até 19 magnitudes negativas. Isso é cerca de 4000 vezes o brilho que o cometa C/1965 S1 Ikeya-Seki apresentou em 1965 ou então 40 vezes o brilho da Lua Cheia.

Periélio

A órbita preliminar mostra que o cometa atingirá o periélio (maior aproximação do Sol) no dia 28 de novembro de 2013 a uma distância de apenas 0,012 UA (1.800.000 km) do centro do Sol. Levando em conta o raio solar de 6,955×105 km o cometa passará aproximadamente a 110.000 km da superfície do Sol. Sua órbita aproximadamente parabólica sugere que seja um novo cometa vindo da nuvem de Oort. Cálculos preliminares mostram que em sua maior aproximação do Planeta Marte no dia 1 de outubro de 2013 o cometa passará a 0,07 UA (10.000.000 km) e na maior aproximação da Terra no dia 26 de dezembro de 2013 passará a 0,4 UA (60.000.000 km).

Brilho

No momento de sua descoberta a sua magnitude aparente era de 18,8, escuro demais para ser visto a olho nu mas com brilho suficiente para ser fotografado por amadores com grandes telescópios. O brilho aumentará gradualmente a medida que se aproximar do Sol. Por volta de agosto de 2013 deve estar visível para pequenos telescópios e binóculos, tornando-se visível a olho nu no final de outubro ou no início de novembro e permanecendo assim até o meio de janeiro de 2014. Quando o cometa atingir o periélio no dia 28 de novembro ele estará a menos de 1° do Sol, tornando sua observação difícil devido o brilho do Sol. O cometa pode se tornar extremamente brilhante se permanecer intacto, provavelmente atingindo magnitudes negativas. De acordo com a revista Astronomy Now pode até se tornar mais brilhante que a lua cheia, entretanto a previsão do brilho de um cometa é difícil, especialmente um que passará muito perto do Sol e pode ser afetado pela dispersão frontal da luz. Os cometas Kohoutek e C/1999 S4 não cumpriram a expectativa, mas se o ISON sobreviver pode se tornar semelhante ao Cometa McNaught, ao Grande Cometa de 1680 e ao cometa C/2011 W3 (Lovejoy). O mais brilhante desde 1935 foi o Cometa Ikeya–Seki em 1965 com magnitude -10.


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