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Estrela Canopus

 

Canopus

Dados observacionais
Época J2000
ConstelaçãoCarina
Ascensão reta06h 23m 57.1s
Declinação-52° 41' 45"
Magnitude aparente (V)-0,62
Características físicas
Tipo de espectroF0 Ib
Cor (B-V)0,15
Cor (U-B)0,10
VariabilidadeNenhuma
Astronometria
Velocidade radial (Rv)21. km/s
Movimento (μ)RA: 19,99 arcseg/ano
Dec.: 23,67 arcseg/ano
Paralaxe (π)10,43 ± 0,53 arcseg
Distância313 anos-luz
Magnitude absoluta (MV)-5,53
Outras designações
Suhel, Suhail, Alpha Carinae, HD 45348, HR 2326, CD -52°914, SAO 234480, HIP 30438.

Alpha Carinae (α Car / α Carinae) conhecida como Canopus é a estrela mais brilhante da constelação de Carina, e a segunda estrela mais brilhante no céu, com a magnitude aparente de −0,62, perdendo apenas para Sirius.

Detalhes astronômicos

Canopus é uma estrela supergigante branco-amarelada. Localizada no hemisfério sul, a uma declinação de −52° 42' (2000), uma ascensão reta de 06h24.0m, e é visível do horizonte sul até os estados americanos da Virgínia e Kentucky e costa africana do Mar Mediterrâneo.

Canopus está, segundo o satélite Hipparcos, a 310 anos-luz (96 parsecs) de nosso sistema solar (baseado na medida de paralaxe de 10,43 ± 0,53 arcseg). Antes de Hipparcos, a distância estimada da estrela tinha uma ampla variação que ia de 1200 anos-luz até próximo a 96 anos-luz; se os dados fossem corretos, Canopus seria uma das estrelas mais poderosas de nossa galáxia. Como é, ela é cerca de 20.000 vezes mais brilhante que o Sol. É muito mais luminosa , intrinsicamente, que a estrela solitária que parece brilhar mais que ela vista da Terra —Sirius que é apenas 22 vezes mais luminosa que nosso sol, e depende de estar muito mais próxima de nós para superar sua rival em magnitude aparente. Na realidade, para uma grande fração de estrelas nas proximidades da posição estelar, Canopus é a "estrela mais brilhante no céu".

A dificuldade em medir a distância de Canopus se deveu a sua incomum natureza. A classificação normal para Canopus é F0 Ia, e luminosidades classe F para supergigantes são raras e não bem entendidas; elas precisam ser estrelas no processo de evolução ou estarem longe do estado de gigante vermelha. Isto tornou difícil adivinhar qual a luminosidade intrinseca é ela e quão longe ela deve estar. Medição direta foi o único modo de resolver o problema, e como estava muito distante para ser feita pelas observações de paralaxe com base na terra, uma distância mais precisa teve que esperar até o surgimento da Era das explorações espaciais .

Papel na navegação

Para alguém vivendo no hemisfério norte, mas a uma distância suficiente para ver a estrela, ela serviu para indicar a posição do pólo sul. Isto naturalmente até que a bússola surgisse e se tornasse de uso comum.

Nos tempos modernos, foi achado outro uso de navegação para ela. Devido a seu brilho e posição fora do plano orbital de nosso sistema solar (o último ser em contraste a posição de Sirius), Canopus é freqüentemente utilizada pelas sondas espaciais americanas para fins de navegação, usando uma câmera especial conhecida como uma "Canopus Star Tracker" em conjunto com uma "Sun Tracker".

Origens do nome

O nome "Canopus" tem duas derivações comuns, ambas listadas na mitologia estelar de Richard Hinckley Allen, Star Names: Their Lore and Meaning; que pode ser uma questão de conjectura. Uma vem da lenda da Guerra de Tróia. Como a constelação Carina faz parte da agora obsoleta, gigantesca constelação de Argo Navis, que representava o navio utilizado por Jasão e os Argonautas, à estrela mais brilhante da constelação foi dado o nome do piloto do navio da lenda grega — Canopus foi o piloto do navio de Menelau em sua expedição para reaver Helena de Tróia depois dela ter sido levada por Páris.

A outra etimologia do nome é que ele teria vindo do Copta egípcio Kahi Nub ("Terra dourada"), referindo-se a cor avermelhada como ela aparecia no horizonte do Egito. Há também um antigo porto egípcio em ruínas, Canopus, que aparentemente deve ter recebido o nome da estrela, localizado na foz do Nilo; onde ocorreu a Batalha do Nilo.

Ou poderia ser que o piloto, do lendário rei espartano Menelau, recebeu este nome devido ao porto, e o porto tenha se chamado "Chão dourado" devido às valiosas cargas que passaram por ele e seu cais e os lucros conseguidos lá por seus comerciantes.

Canopus na ficção

Na série Dune de Frank Herbert, o planeta titular, Arrakis, é o terceiro planeta de Canopus.

No "Star Kings" e "Return to the stars" de Edmond Hamilton, Canopus é uma capital do Império da Galáctica Média.

Doris Lessing, em seu livro Canopus in Argos descreve uma civilização de seres bons que viviam em Canopus e influenciaram parte da história humana. O principal trabalho e a principal descrição dos canopanos está em Shikasta.

No episódio Star Trek: The Original Series "Where No Man Has Gone Before", é mencionado que um soneto intitulado "Nightingale Woman" escrito em 1996 por Tarbolde de Canopus.

Canopus na bandeira brasileira

O estado de Goiás está representado na bandeira brasileira pela estrela Canopus em alusão a nau Argo e em memória da navegação.


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