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Vocabulário Astronômico - Letra "R"

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- Radiação de Corpo Negro

É a radiação produzida por um objeto que é um absorvedor perfeito de calor. Absorvedores perfeitos também devem ser radiadores perfeitos. Para um corpo negro a uma temperatura T, a intensidade da radiação emitida I em uma energia particular E é dada pela lei de Planck:
I(E,T) = 2E3[h2c2(eE/kT - 1)]-1
onde h é a constante de Planck, k é a constante de Boltzmann, e c é a velocidade da luz.

- Radiação de Fundo

Radiação infra-vermelha e de rádio que chega de todas as direções no espaço com temperatura igual a 2,726 K (um pouco acima do zero absoluto). Acredita-se que estas radiações sejam restos de energia deixados pelo Big Bang. Sua existência foi descoberta por Gamow e Dicke e confirmada por Wilson e Penzias em 1965.

- Radiação eletromagnética

É a energia eletromagnética se propagando em sua forma ondulatória

- Radiante

É o ponto no céu a partir do qual uma chuva de meteoros parece estar vindo. Por exemplo, a chuva de meteoros Geminids parece vir da constelação de Gemini, embora isto não seja verdade. Ela não tem qualquer relação com as estrelas desta constelação.

- Radio

É uma forma de radiação eletromagnética que tem a mais baixa de todas as freqüencia e, consequentemente, o mais longo dos comprimentos de onda. A radiação rádio é formada por ondas eletromagnética com comprimentos de onda que variam entre alguns milímetros e aproximadamente 20 metros. A radiação rádio é, comumente, chamada de ondas de rádio. Ela é produzida por partículas carregadas que se movem para a frente e para trás ou seja, que estão em movimento oscilatório. As ondas de rádio não são bloqueadas por nuvens na atmosfera da Terra. Dizemos então que a atmosfera da Terra é transparente à radiação na região rádio, ou seja, é transparente às ondas de rádio.

- Radioastronomia

É a parte da Astronomia que envolve a exploração do espaço examinando as ondas de rádio provenientes do espaço exterior. O pioneiro da radioastronomia foi Karl Gothe Jansky que, em 1932, foi o primeiro a detectar ondas rádio provenientes de uma fonte cósmica situada na região central da nossa Galáxia.

- Rádio-galáxias

Usualmente chamamos de radio-galáxia aquela galáxia que emite, a partir de sua região central, enormes quantidades de energia na faixa rádio. Todas as galáxias emitem radiação na região espectral rádio, mas as rádio-galáxias se caracterizam pelo excesso de emissão nesta faixa. A emissão rádio das rádio-galáxias é, realmente, muito grande podendo ser milhões de vezes maior do que a emissão rádio de uma galáxia típica. Além disso, as rádio-galáxias possuem forte emissão rádio proveniente de regiões que se estendem por vários milhões de anos-luz a partir do seu núcleo galáctico. Isto quer dizer que podemos detectar emissão rádio em regiões que estão situadas muito além da sua imagem no visível. A maioria das rádio-galáxias são galáxias elípticas.

- Radioastronomia

Parte da astronomia que utiliza ondas de rádio (radiação eletromagnética) de origem cósmica como um meio de obtenção de dados.

- Radiotelescópio

Equipamento que coleta ondas de rádio emitidas pelos corpos celestes e as converte em sinais elétricos, que podem ser utilizados para produzir imagens.

- Raios cósmicos

Núcleos atômicos e partículas, em geral eletricamente carregados, que são observados incidirem na atmosfera da Terra com energias extraordinariamente altas. Em geral estas energias variam de 100 milhões de eV a 104 TeV. Os núcleos atômicos incidentes são, principalmente, prótons e as partículas são, geralmente elétrons. Parte desta radiação vem do Sol, espaço interestelar e espaço intergaláctico. Quando um raio cósmico colide com nossa atmosfera um chuveiro de partículas secundárias é criado na atmosfera superior. Este chuveiro aéreo dispara uma cascata de reações e interações de partículas que se propagam até a superfície.

- Raios Gama

Radiação eletromagnética penetrante de curto comprimento de onda e alta frequência.

- Raios X

resultado do excesso de raios XÉ uma região (ou banda) do espectro eletromagnético que está localizada entre a região do ultravioleta e a região de raios gama tendo, portanto, comprimentos de onda mais curtos do que a luz ultravioleta e mais longos do que os raios gama. Isto nos mostra que a radiação X tem um comprimento de onda extremamente curto. Se o comprimento de onda é curto, a frequência é alta o que significa que os fótons de raios X tem uma energia muito alta. Deste modo, os fótons de raios X são mais energéticos do que os fótons no ultravioleta mas menos energéticos do que aqueles da banda de raios gama. A radiação X é uma radiação eletromagnética muito penetrante. Ela é capaz de atravessar o tecido da pele humana mas é parada pelos ossos densos. Esta propriedade torna os raios X muito valiosos para a medicina. Os raios X não são percebidos pelo olho humano. Dizemos que esta radiação é "azul" demais para que nós, humanos, possamos ve-la. No entanto, para a Astrofísica os raios X são muito importantes pois vários fenomenos que ocorrem no Universo emitem radiação nestes comprimentos de onda. Dependendo de sua energia, os raios X são classificados como raios X "soft" e raios X "hard".

- Reações nucleares

Os processos de reações nucleares, que ocorrem nas regiões mais internas das estrelas, são os responsáveis pela sua estabilidade, luminosidade e evolução. Estes são processos de fusão termonuclear, ativados pela contração gravitacional do gás que a constitui. A energia liberada por este processo estabiliza a contração e mantém a estabilidade da estrela durante grandes períodos de sua vida. O primeiro processo é sempre a queima dos elementos mais leves, começando pelo hidrogênio que compõe a nuvem estelar original ou seja, aquela nuvem de gás e poeira que, ao contrair, deu origem à estrela. Após o hidrogênio segue-se a queima de outros elementos, tais como o hélio. No entanto, os possíveis processos nucleares que ocorrem no interior de uma estrela dependem de sua massa. Assim, estrelas com massa maior do que 8 massas solares terão processos nucleares de queima de elementos pesados, tais como carbono, neônio, oxigênio, silício, etc. A "queima" de cada um destes elementos leva um determinado intervalo de tempo, chamado de tempo de reação nuclear, que é cada vez menor à medida que vamos para os elementos mais pesados.

- Refração

Mudança de direção da luz ao atravessar meios de diferentes densidades. Comprimentos de onda menores refratam mais do que os maiores.

- Regolito

Chama-se 'solo'  a superfície que tem matéria orgânica em sua composição. Em lugares como Lua e Marte, onde até onde se sabe não há matéria orgânica, é utilizado o termo geológico mais amplo 'regolito' para descrever a camada superficial feita de rochas e poeira.

- Resolução

Capacidade do telescópio de distinguir dois objetos muito próximos. O poder de resolução de um telescópio depende do tamanho da sua objetiva.

- Réia

Réia Réia (SV) é um dos 18 satélites de Saturno e foi descoberto, em 1672, por G. D. Cassini (Itália). Ele tem um diametro de, aproximadamente, 1530 km e está em órbita a cerca de 527040 km de Saturno, com um período orbital de 108,5 horas. Réia se caracteriza por ter uma cor branca com alguns riscos e reflete muito a luz incidente sobre ele devido ao fato de ter uma superfície congelada.

- Resolução ou resolução espacial

É a quantidade de pequenos detalhes visíveis em uma imagem. Baixa resolução mostra apenas aspectos grandes. Alta resolução mostra vários pequenos detalhes. Na Astronomia, resolução é a habilidade que um telescópio tem em diferenciar entre dois objetos no céu que estão separados por uma pequena distância angular. Quanto mais próximos estão dois objetos, embora ainda permitindo que o telescópio os veja como dois objetos distintos, maior é a resolução deste telescópio. A resolução de um sistema óptico pode ser medida e o seu valor recebe o nome de poder de resolução. Na astronomia falamos sempre so poder de resolução de um telescópio.

- Resolução espectral ou de frequência

É o mesmo conceito que aplicamos à resolução espacial exceto que, agora, ele se aplica à frequência. A resolução espectral é a habilidade de um telescópio de diferenciar dois sinais luminosos que diferem em frequência por uma pequena quantidade. Quanto mais próximos os dois sinais estão em frequência, embora ainda permitindo que o telescópio os separe como duas componentes distintas, mais alta é a resolução espectral deste telescópio.

- Ressonância planetária

É um estado no qual um objeto que está em órbita fica sujeito a perturbações gravitacionais periódicas criadas por outro corpo. Na ressonância temos uma relação na qual o período orbital de um corpo está relacionado com o período orbital de um outro corpo por uma fração inteira simples, tal como 1/2, 2/3, 3/5, etc.

- Restos de Supernova

Cygnus Loop (restos de uma supernova) Quando uma estrela de grande massa atinge os estágios finais de sua evolução e explode ou seja se transforma em uma supernova, suas camadas mais externas são ejetadas violentamente no espaço sob a forma de uma nuvem gasosa radioativa. Esta nuvem em expansão, visível por muito tempo mesmo depois que a explosão inicial desapareceu de nossas vistas, é chamada de restos de supernova.

- Rosalinda

Satélite de Urano descoberto em 1986 pela sonda espacial Voyager 2

- Rotação

Giro de um corpo celeste sobre seu eixo.

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