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Instrumentos astronômicos: Câmeras

 

DaguerreótipoA fotografia foi o segundo grande método auxiliar na pesquisa astronômica que, assim como a espectroscopia, começou a se desenvolver a partir da segunda metade do séc. XIX. Por seu intermédio, foram efetuados os mapas mais exatos do céu a qualquer hora da noite, e determinadas com exatidão impressionante as posições de milhões de estrelas. Um mapa do Céu realizado dessa maneira, além de mais completo, é também mais preciso.

Esta técnica revela a existência de estrelas que não podem ser observadas nem com os mais poderosos telescópios. Isso se deve ao fato de a chapa fotográfica ser impressionada gradualmente e seu efeito acumulativo é registrado pela emulsão, enquanto o seu efeito imediato não poder ser percebido por um observador. Tal poder das emulsões fotográficas é muito superior ao da retina humana, não podendo ser igualado por outros processos até a metade so séc. XX, quando surgiram modernos processos de registros de imagens em meio magnético. Foi a capacidade de registro da fotografia que permitiu o enorme avanço da astronomia. Na verdade, uma boa câmera fotográfica de 10 cm de diâmetro convenientemente preparada e em exposição por várias horas poderá revelar a existência de estrelas tão diminutas que são invisíveis num telescópio de 40 cm. Os mais precisos catálogos de estrelas foram elaborados com o uso da fotografia, e um enorme número de novos corpos celeste do Sistema Solar - cometas e asteroides - foi descoberto fotograficamente.

Câmera SchimidtA fotografia não foi empregada somente para mapear o céu estrelado, nem para procurar as estrelas mais afastadas, mas também para registrar os detalhes superficiais da Lua e do Sol. As primeiras boas fotos da Lua foram efetuadas pelo astrônomo inglês John W. Draper, de Nova York, em março de 1840. Seu filho, Henry Draper sucedeu-o em seu trabalho, e as suas fotos foram consideradas as melhores, até que o astrônomo norte-americano Lewis Morris Rutherford iniciou seu notável trabalho em 1865. A primeira foto do Sol foi obtida, em 1845, pelos astrônomos e físicos franceses A. Fizeau e Leon Foucault, com uma chapa daguerreóptica.

As primeiras fotos de um cometa, de uma nebulosa e de um espectro foram efetuadas lá pela década de 1880. Desde então as manchas solares, os eclipses, os cometas e os asteroides passaram a ser estudados minuciosamente graças à fotografia.


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