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Lua Ganimedes

 

Ganimedes
Ganymede, moon of Jupiter, NASA.jpg
Satélite Júpiter III
Características orbitais
Semieixo maior1.070.400 km
Periastro1.069.200 km
Apoastro1.071.600 km
Circunferência orbital0,045 UA
Excentricidade0,0011
Período orbital7,1545529 d
Velocidade orbital média10,880 km/s
Inclinação0,20°
Características físicas
Diâmetro equatorial5262,4 km
Área da superfície87 000 000 km²
Volume7,6×1010 km³
Massa1,4819×1023 kg
Densidade média1,942 g/cm³
Gravidade equatorial0,146 g
Dia sideral7 d 3 h 42 min 11 s (rotação síncrona)
Velocidade de escape2,6 km/s
Albedo0,63
Temperaturamédia: -163,1 ºC
-203,2 ºC min -121,1 ºC max
Composição da Atmosfera
Pressão atmosféricavestígios
Oxigênio100%

Ganimedes é o principal satélite natural do Planeta Júpiter, o maior do nosso Sistema Solar, sendo maior que o planeta Mercúrio em termos de tamanho (mas não de massa). Este gigantesco satélite orbita Júpiter a 1.070 milhões de quilômetros de distância.

Ganimedes foi descoberta em 1610 e é uma das quatro luas de Galileu, descobertas por Galileo Galilei na órbita de Júpiter junto à Erfredon, em suas observações feitas graças à invenção do telescópio. No entanto, Ganimedes é vísivel a olho nu, mas apenas em condições favoráveis e por aqueles com boa visão.

Mitologia

Tal como as outras três luas de Galileu, o nome de Ganimedes foi dado por Simon Marius com o nome de amores de Zeus (Júpiter para os romanos), sendo o único nome masculino das quatro.

Na mitologia, Ganimedes tinha como função servir néctar e ambrosia aos deuses. Antes de adquirir a imortalidade era um jovem famoso pela sua beleza. Zeus (Júpiter) apaixonou-se por ele e este transformou-se em águia para raptá-lo, e assim levou Ganimedes até aos céus nas suas garras.

História de observação e exploração

Ganimedes foi descoberto em 11 de Janeiro de 1610 por Galileu Galilei. Alguns vêem Simon Marius como o seu descobridor.

Os astrônomos, baseados em observações feitas a partir da superfície da Terra, tinham apenas poucas informações sobre Ganimedes, mesmo com o uso dos melhores telescópios até meados do século XX. Foi só quando as sondas Pioneer 10 e Pioneer 11 chegaram a Júpiter em 1973 e em 1974, respectivamente, que se conseguiu obter as primeiras imagens mais detalhadas das grandes luas de Júpiter.

As Pioneer conseguiram captar duas boas imagens de Ganimedes. Estas imagems mostravam pouca variação de cor, mas revelaram uma variação substancial de albedo.

Em 1979 as sondas Voyager alcançam Júpiter. As imagens da Voyager mostraram que Ganimedes tinha dois tipos de terrenos distintos: uma parte do globo é coberta por crateras, a outra por sulcos, o que revelou que a superfície gelada poderia sofrer processos tectônicos globais.

As sondas Voyager foram as que descobriram que Ganimedes era, na verdade, o maior satélite do Sistema Solar, e não Titã em Saturno como se pensava até então. Isto só foi possível determinar quando as Voyager chegaram a Titã e descobriram que esta tinha uma atmosfera bastante densa que dava aspecto de ser maior.

Devido ao seu tamanho e características, Ganimedes também entrou para os contos de ficção científica através da imaginação de vários autores; a destacar o livro (Farmer in the Sky) de Robert Heinlein, em que Ganimedes é terraformado e colonizado por seres humanos. Em (2061: Odisseia Três) de Arthur C. Clarke, Ganimedes é aquecido pelo novo sol Lúcifer e contém um grande lago equatorial e é o centro da colonização humana no sistema joviano.

Na década de 1980 uma equipe de astrônomos indianos e norte-americanos num observatório na Indonésia detectaram uma atmosfera tênue em volta de Ganimedes durante uma ocultação quando Júpiter passou em frente de uma estrela. Mais recentemente, o Telescópio Espacial Hubble, detectou que essa atmosfera era composta de oxigênio, tal como a atmosfera encontrada em Europa.

Em 7 de Dezembro de 1995, a sonda Galileu chegou a Júpiter em uma viagem contínua pelo planeta e suas luas durante oito anos. Logo na primeira aproximação a Ganimedes, a Galileo descobriu que ela tinha o seu próprio campo magnético imerso no campo magnético gigantesco de Júpiter.

Geologia planetária

Ganimedes possui um diâmetro médio de 5262,4 km; sendo um pouco maior que o planeta Mercúrio.

A densidade de Ganimedes circunda os 1,942 g/cm³. A baixa densidade deve-se à elevada percentagem de gelo com alguns silicatos de material primordial e de impacto proveniente do espaço.

Ganimedes é composto por rocha de silicatos e gelo de água, com a crusta de gelo flutuando sobre um manto lamacento que pode conter uma camada de água líquida. A sonda Galileu indicou que a estrutura de Ganimedes divide-se em três camadas: um pequeno núcleo de ferro ou de ferro e enxofre derretido rodeado por um manto rochoso de silicatos com uma capa de gelo por cima. Este núcleo metálico sugere um elevado grau de aquecimento no passado de Ganimedes do que se julgava. De fato, Ganimedes pode ser semelhante a Io, mas com uma capa externa adicional de gelo.

A crosta gelada divide-se em placas tectônicas. Estas características sugerem que o interior foi mais ativo que hoje em dia, com muito mais calor no manto.

O campo magnético de Ganimedes está inserido no campo magnético gigantesco de Júpiter. Provavelmente, este é criado como o da Terra, resultando do movimento de material condutor no seu interior. Pensa-se que este material condutor possa conter uma camada de água líquida com uma concentração elevada de sal, ou que possa ser originado no núcleo metálico de Ganimedes.


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