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Meteoróides e Meteoros

 

Meteoroide de ferro encontrado pela Opportunity em Marte

Meteoróide de ferro encontrado pela Opportunity em Marte

Meteoróides são fragmentos de materiais que vagueiam pelo espaço e que, segundo a International Meteor Organization (Organização Internacional de Meteoros), possuem dimensões significativamente menores que um asteroide e significativamente maiores que um átomo ou molécula, distinguindo-nos dos asteroides - objetos maiores, ou da poeira interestelar - objetos micrométricos ou menores.

Os meteoróides derivam de corpos celestes como cometas e asteroides e podem ter origem em ejeções a de cometas que se encontram em aproximação ao sol, na colisão entre dois asteroides, ou mesmo ser um fragmento de sobra da criação do sistema solar. Ao entrar em contacto com a atmosfera de um planeta, um meteoróide dá origem a um meteoro.

Meteoróides que atingem a superfície da Terra são denominados meteoritos.

Meteorito

O meteorito "Willamette", o maior já encontrado nos Estados Unidos da América

O meteorito "Willamette", o maior já encontrado nos Estados Unidos da América, no estado do Oregon. É o sexto maior encontrado no mundo inteiro.

Um meteorito é a denominação dada quando um meteoróide, formado por fragmentos de asteroides ou cometas ou ainda restos de planetas desintegrados, que podem variar de tamanho desde simples poeira a corpos celestes com quilômetros de diâmetro alcançam a superfície da Terra, pode ser um aerólito(rochoso), siderito (metálico) ou siderólito (metálico-rochoso).

Tais eventos acontecem aproximadamente 150 vezes por ano sobre toda a superfície terrestre.

Composição

Meteorito Marília, um condrito H4, que caiu na cidade de Marília, interior de São Paulo, em 5 de outubro de 1971 Meteorito Marília, um condrito H4, que caiu na cidade de Marília, interior de São Paulo, em 5 de outubro de 1971, às 5:00p.m.

Ao contrário dos meteoros (popularmente chamados de estrelas cadentes), os meteoritos que atingem a superfície da Terra não são consumidos completamente pelo fogo decorrente do atrito da atmosfera. Os mais comuns não contêm misturas de elementos, sendo compostos por condritos, podendo também conter partículas de ferro. Os condritos carbonosos podem conter moléculas complexas de hidrocarbonetos. Os meteoróides são corpos no espaço que ainda não atingiram a atmosfera terrestre.

Os meteoritos metálicos são constituídos por ferro (aproximadamente 85%) e níquel (aproximadamente 14%), podendo conter outros elementos em menor proporção. São também designados de sideritos.

Meteoritos Encontrados

O meteorito "Hoba West", o maior já encontrado

O meteorito "Hoba West", o maior já encontrado

O maior conhecido é o Hoba West, foi encontrado próximo de Grootfontein, Namíbia tem 2,7 m de comprimento por 2,4 de de largura e peso estimado de 59 toneladas.

O maior em exibição em um museu é o Cabo York que pesa aproximadamente 30 toneladas, foi encontrado perto de Cabo York, Groenlândia em 1897 pela expedição do Comandante Robert Peary e está no Museu Americano de História Natural, Nova Iorque, Estados Unidos.

No Brasil o maior meteorito encontrado é o chamado Pedra de Bedengó,que caiu no sertão da Bahia em 1784 e está exposto no Museu Nacional, no Rio de Janeiro desde 1888.

Chuvas de Meteoros

Introdução :

Os meteoros, também conhecidos popularmente como estrelas cadentes, são fenômenos associados com a entrada na atmosfera terrestre de pequenas partículas sólidas vindas do espaço. Ao mergulhar através do ar a altas velocidades, estas partículas deixam atrás de si brilhantes traços luminosos devido à fricção e também à ionização gerada nas camadas superiores da atmosfera.

Este belíssimo fenômeno pode ser apreciado a olho nú, e sob boas condições de visibilidade é possível ver alguns meteoros por hora durante uma noite de observação. No entanto, em algumas épocas do ano, a Terra em sua órbita ao redor do Sol passa através de regiões com grande concentração de minúsculas partículas de poeira deixadas para trás por cometas que visitaram o Sistema Solar. Ocorrem então as chamadas chuvas de meteoros.   Nessas datas especiais, um número muito maior de meteoros pode ser observado, podendo chegar a dezenas ou até mesmo centenas de meteoros por hora.

Esta página do Site Cosmobrain apresenta todo mês informações completas sobre as chuvas de meteoros, datas , mapas e dicas de observação.  Junte-se você também a milhares de aficcionados ao redor do globo para observar este fenômeno que cativa os seres humanos desde tempos remotos.

Meteoro passa sobre a constelação de Touro
Meteoro na constelação de Touro
©  James Senter, 1997

Radiantes e Nomenclatura :

Os meteoros provenientes de uma determinada chuva de meteoros parecem se originar de um mesmo ponto na esfera celeste chamado radiante.  Isto significa que se traçarmos as trajetórias de cada meteoro de trás para frente, vamos obter um padrão de linhas que convergem para um ponto ou pequena área do firmamento onde se localiza o radiante.

Esta ilusão de que os meteoros parecem divergir a partir do radiante é um efeito de perspectiva, já que na verdade os meteoros atingem a atmosfera terrestre descrevendo trajetórias paralelas entre si.  É o mesmo efeito que notamos ao observar como as pistas paralelas de uma auto-estrada parecem se juntar num ponto distante do horizonte.

As chuvas de meteoros recebem nomes derivados das constelações onde se encontram os seus respectivos radiantes, ou das estrelas mais brilhantes próximas aos radiantes.  Por exemplo, as Orionídeas possuem o seu radiante na constelação de Órion.  As Delta-Aquarídeas possuem o radiante próximo à estrela delta da constelação de Aquarius, e assim por diante.

Brilhante Meteoro das Leonídeas
Brilhante Meteoro das Leonídeas
©  Franco Canepari, Itália 1999

Chuvas de Meteoros Anuais :

Algumas chuvas de meteoros são bem conhecidas e ocorrem regularmente a cada ano.  Qualquer pessoa interessada na observação deste fenômeno pode planejar as suas observações antecipadamente, conhecendo a data correta e a hora da noite mais apropriada .

Como o nosso planeta sempre cruza um cinturão de meteoróides no mesmo ponto da sua órbita, as chuvas de meteoros sempre ocorrem nas mesmas datas de cada ano. São as chuvas de meteoros anuais.  A Tabela 1 ao lado mostra as datas correspondentes à atividade máxima das chuvas de meteoros mais intensas do ano.

A Tabela exibe também a taxa horária esperada de meteoros, ou seja, o número de meteoros por hora que uma pessoa pode observar ( em condições ideais ) nessas noites e a constelação em que os meteoros se originam.


NomeMáximoTaxaConstelação
Quadrantídeas03 Jan120Bootes
Lirídeas22 Abr15Lyra
Eta-Aquarídeas05 Mai50Aquarius
Delta-Aquarídeas29 Jul15Aquarius
Perseídeas12 Ago80Perseus
Orionídeas21 Out20Orion
Taurídeas04 - 12 Nov10Taurus
Leonídeas17 Nov100Leo
Geminídeas14 Dez80Gemini
TABELA 1 - As Chuvas de Meteoros Mais Importantes do Ano

Tipos de Chuvas Meteóricas :

As chuvas de meteoros, também chamadas por alguns autores de enxames meteóricos, apresentam uma grande diversidade quanto ao número de meteoros por hora ( THZ ), duração da atividade, características típicas dos meteoros ( como cor, brilho, velocidade, etc. ) e periodicidade.

Algumas chuvas meteóricas, como as Perseídeas e as Geminídeas por exemplo, são bastante regulares em relação à intensidade, e podemos esperar ver o mesmo número de meteoros durante o máximo todos os anos.  Outras chuvas apresentam intensidade variável dependendo do ano. As Leonídeas, por exemplo, mostram uma atividade excepcional apenas nos anos próximos à passagem do seu cometa associado, o Temple-Tuttle, que ocorre a cada 33 anos, exibindo uma atividade bastante baixa nos demais. Outro exemplo de enxame fortemente dependente da passagem periélica do cometa associado são as Pi-Puppídeas, que exibem um grande aumento da atividade apenas a cada 5 anos quando o cometa Grigg-Skjellerup se aproxima do Sol.

Podemos observar também uma grande variação quanto à duração do período de atividade de cada chuva. Enquanto que em alguns casos o pico de atividade pode durar apenas algumas horas, para outros, como por exemplo nas Delta-Aquarídeas e nas Taurídeas, esta atividade se estende durante semanas.


Meteoro das Perseídeas em 1988
Meteoro das Perseídeas 1988
©  Steve Traudt, Synergistic Visions

Principais Chuvas de Meteoros Visuais do Ano

Chuvas MeteóricasDatasTaxaPosição do RadianteAstro Associado
NomeAbrev.MáximoDuraçãoTHZConst.ARDecCometa ou Asteroide
QuadrantídeasQUA03 Jan28 Dez - 07 Jan120Boo230°+45° 
Alfa-CentaurídeasACE08 Fev28 Jan - 21 Fev10Ce/n210°-59° 
Gama-NormídeasGNO13 Mar25 Fev - 22 Mar5Nor249°-51° 
LirídeasLYR22 Abr16 Abr - 25 Abr15Lyr271°+34°Thatcher C/1861 G1
Pi-PupídeasPPU23 Abr15 Abr - 28 Abrvar.Pup110°-45°26P/Grigg-Skjellerup
Eta-AquarídeasETA05 Mai21 Abr - 12 Mai50Aqr338°-01°1P/ Halley
LibrídeasLIB06 Mai01 Mai - 09 Mai4Lib223°-18° 
Delta-Aquarídeas AustraisSDA29 Jul14 Jul - 18 Ago15Aqr339°-17° 
Pisces-AustralídeasPAU30 Jul16 Jul - 13 Ago5PsA341°-30° 
Alfa-CapricornídeasCAP01 Ago03 Jul - 15 Ago8Cap307°-10°Honda-Mrkos-Pajdusakova
Iota-Aquarídeas AustraisSIA04 Ago25 Jul - 15 Ago5Aqr334°-15°2P/ Encke
Delta-Aquarídeas BoreaisNDA08 Ago15 Jul - 25 Ago5Aqr334°-05°2P/ Encke
PerseídeasPER12 Ago23 Jul - 22 Ago80Per47°+57°Swift-Tuttle 1862 III
Kappa-CignídeasKCG18 Ago03 Ago - 25 Ago5Cyg289°+55° 
Iota-Aquarídeas BoreaisNIA19 Ago11 Ago - 31 Ago5Aqr327-06° 
Alfa-AurigídeasAUR01 Set25 Ago - 05 Set10Aur84°+42°Kiess 1911 II
Piscídeas SPI19 Set01 Set - 30 Set5Psc05°-1° 
DraconídeasGIA08 Out06 Out - 10 Outvar.Dra262°+54°Giacobini-Zinner
OrionídeasORI21 Out15 Out - 29 Out20Ori95°+16°1P/ Halley
Taurídeas AustraisSTA05 Nov01 Out - 25 Nov7Tau52°+13°2P/ Encke
Taurídeas BoreaisNTA08 Nov01 Out - 25 Nov7Tau58°+22°2P/ Encke
LeonídeasLEO17 Nov14 Nov - 20 Nov100(var.)Leo153°+22°55P/ Temple-Tuttle


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