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Nebulosa

 

As nebulosas são nuvens de poeira, hidrogênio e plasma.São constantemente regiões de formação estelar, como a Nebulosa da Águia.Esta nebulosa forma uma das mais belas e famosas fotos da NASA, "Os Pilares da Criação".Como o processo de formação das estrelas é muito violento, os restos de materiais lançados ao espaço por ocasião da grande explosão formam um grande número de planetas e de sistemas planetários.

Nebulosa NGC 604

Nebulosa NGC 604.

 

"Os Pilares da Criação", na Nebulosa da Águia.

"Os Pilares da Criação", na Nebulosa da Águia.

Tipos de nebulosas

Nebulosa de emissão

Parte da nebulosa de Orion

Parte da nebulosa de Orion

Uma nebulosa de emissão é uma nebulosa que rodeia a uma estrela quente e difunde a energia recebida em forma de radiação, com um espectro marcado por linhas brilhantes de hidrogênio.

A cor vermelha característica de muitas destas nebulosas é devida, justamente, à linha alfa de hidrogênio.

Um exemplo de nebulosa de emissão é a nebulosa de Orion. Esta nebulosa (a 1.800 anos luz do Sol) é formada por gases que rodeiam a una estrela múltipla e se excitam com a energia desta.

Nebulosa de reflexão

Nebulosa de reflexão

Nebulosa de reflexão

As nebulosas de reflexão são nuvens de poeira que simplesmente refletem a luz de uma ou mais estrelas vizinhas. Elas não são quentes o suficiente para provocar a ionização no gás da nebulosa como as nebulosas de emissão, mas são brilhantes o suficiente para tornarem o gás visível.

Nebulosa escura

Presumivelmente a mais famosa nebulosa escura a Nebulosa cabeça de cavalo.

Presumivelmente a mais famosa nebulosa escura a Nebulosa cabeça de cavalo.

Uma nebulosa escura é uma grande nuvem molecular, as quais se apresentam como regiões pobres em estrelas onde a poeira do meio interestelar parece estar concentradas.

Nebulosas escuras podem ser vistas quando elas obscurecem parte de uma nebulosa de reflexão ou uma emissão (por exemplo a nebulosa cabeça de cavalo) ou se elas bloqueiam estrelas de fundo (por exemplo a Nebulosa saco de carvão). As maiores nebulosas escuras são visíveis a olho nu, elas aparecem como caminhos escuros contra o fundo brilhante da Via Láctea.

Astrofísica da nebulosa escura

O hidrogênio destas nuvens escuras opacas existe na forma de hidrogênio molecular. A maior nebulosa deste tipo, a chamada nuvem molecular gigante (NMG), é mais do que um milhão de vezes a massa do Sol. Ela contém mais massa do que o meio interestelar, e quase 150 anos-luz de comprimento, e tem uma densidade média de 100 a 300 molécula por centímetro cúbico e uma temperatura interna de 7 a 15 K. nuvens moleculares consiste basicamente de gás e poeira, mas contém muitas estrelas também. As cores dessas nuvens estão completamente escondidas da visão e não são detectáveis exceto para a emissão de microondas de suas moléculas constituintes. Esta radiação não é absorvida pela poeira e rapidamente escapa da nuvem. O material interno da nuvem é arrastado coeso em todas as direções, com algumas nuvens reduzindo-se a massa de estrelas individuais, pequenos arrastões devem estender-se a cerca de um ano luz. As nuvens têm um campo magnético interno que se opõe a sua própria gravidade.

A NMG desempenha um importante papel na dinâmica da galáxia: quando uma estrela passa próxima a um NMG, um considerável impulso gravitacional abalará a órbita da estrela de forma significativa. Depois de repetidas aproximações, uma estrela de meia-idade terá componentes significativos de velocidade em todas as direções, ao invés de uma órbita quase circular como uma estrela jovem (isto é porque a jovem estrela herda a órbita circular da NMG onde ela nasceu). Isto dá aos astrônomos outra ferramenta para estimar a idade de estrelas, e ajuda a explicar a espessura do disco galáctico

Na região interna de uma nebulosa escura importantes eventos têm lugar, tais como a formação das estrelas e masers.

Nebulosa planetária

A Nebulosa Olho de gato - NGC 6543

A Nebulosa Olho de gato - NGC 6543

Uma nebulosa planetária é um objeto astronômico que é constituído por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no período final do seu ciclo de vida. Não estão de todo relacionadas com planetas; o seu nome é originário de uma suposta similitude de aparência com planetas gigantes gasosos.

Têm um período de existência pequeno (dezenas de milhares de anos) quando comparado com o tempo de vida típico das estrelas (vários bilhões de anos). Existem cerca de 1500 destes objetos na nossa galáxia.

As nebulosas planetárias são objetos importantes em astronomia por desempenharem um papel na evolução química das galáxias, libertando material para o meio interestelar, enriquecendo-o com elementos pesados e outros produtos de nucleossíntese (carbono, nitrogênio, oxigênio e cálcio). Noutras galáxias, as nebulosas planetárias poderão ser os únicos objetos observáveis de maneira a poderem ser retiradas informações acerca da abundância de elementos químicos.

Nos anos mais recentes, as imagens fornecidas pelo telescópio espacial Hubble revelaram que as nebulosas planetárias poderão adquirir morfologias extremamente complexas e variadas. Cerca de um quinto são esféricas, mas a maioria não adota esta morfologia. Os mecanismos producentes desta grande variedade de formas não são totalmente conhecidos mas as estrelas binárias, o vento estelar e os campos magnéticos podem desempenhar um papel importante.

Observações

As nebulosas planetárias são geralmente objetos tênues e nenhum é visível a olho nu. O primeiro destes objetos a ser descoberto foi a nebulosa de Dumbbell na constelação de Vulpecula, observado por Charles Messier em 1764 e listado como M27 no seu catálogo astronômico. Para os primeiros observadores (com telescópios de baixa resolução), M27 e outras nebulosas a seguir descobertas, assemelhavam-se a gigantes gasosos. William Herschel, que descobriu o planeta Urano, chamou-lhes 'nebulosas planetárias' apesar de não terem qualquer semelhança com planetas.

Tempo de vida

Os gases das nebulosas planetárias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quilômetros por hora. Simultaneamente à expansão dos gases, a estrela central arrefece à medida que irradia a sua energia - as reações de fusão pararam porque a estrela não tem a massa necessária para gerar no seu núcleo as temperaturas requeridas para se dar a fusão de carbono e oxigênio. Eventualmente, a temperatura estelar irá arrefecer de tal maneira que não poderá ser libertada suficiente radiação ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa anã branca e o gás adjacente recombina-se, tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária típica deverão passar 10 mil anos entre a sua formação e a recombinação dos gases.


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